Lembrei-me da minha infância, e eu até tinha me prometido não escrever sobre lembranças aqui, esse espaço é ( seria) mais racional, mas não aguento, e acabo por me permitir.
Chovia quase forte e era tarde, uma tarde não constumeira, porque aqui sempre chove cedo, a chuva só tarda quando é para não molhar, e sendo assim, quase nunca se dá ao tarbalho de vim, e eu nunca sei se chega, eita vida.
A mão dela tava para fora da janela, me deu uma inveja boa do vento entre os dedos, a umidade parecia fazer bem, ela sorria por me mostrar que eu me molharia pouco ao descer na próxima parada obrigatória. E eu fiquei feliz, mesmo querendo que chovesse mais e mais... é que em dias de chuva a próxima parada nunca é a mesma. E que não seja !
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A fim nal
Eu calei um mês e meio, ou mais, me tiraram a vontade de dizer, ou o modo da fala. E eu achava não ter nada além da surpresa, do espanto de não ser mais eu, de não ter mais eu, e desse eu ser assunto tão público quanto a constituição da minha própria fala.
Me tiraram o poder de correr o risco, de sair por aí sem saber a qual esquina seria a próxima parada.
Meu próximo cuidado será com as palavras, eu descobri um dia passado, que tudo que eu tinha pensado sobre elas se desfazem, porque a partir da conversa e do professor, o nada pode passar a ser tudo. E há o que jure não ser preciso cadeira para se sentar, a gente não necessita de mais nada, e anda por ali e acolá sem o direito ao repouso, ou sem a idéia de que assento só se faz com madeira e aço.
Eu descubro não saber ler nada, e a cada palavra unida à outra, tenho a construção de um mundo desconhecido, eu preciso não entender a semântica. Esse susto vai ser até depois de amanhã, porque já me disseram que o amanhã vem com o costume e com o vício de se conformar por achar que ainda se transita pelo novo.
Um colega me disse ser bela essa minha crise, e que tava apaixonado por ela. Vejamos... ele já passou por todas essas algumas. E deve viver do encanto que tem a arte de não se encantar.
Ele que me desculpe. Mas dá para chorar ainda por não saber como será, por desconhecer tantas opiniões vistas como certeiras, e por saber que mesmo sem querer, eu já estou predestinada ao não ser.
Me tiraram o poder de correr o risco, de sair por aí sem saber a qual esquina seria a próxima parada.
Meu próximo cuidado será com as palavras, eu descobri um dia passado, que tudo que eu tinha pensado sobre elas se desfazem, porque a partir da conversa e do professor, o nada pode passar a ser tudo. E há o que jure não ser preciso cadeira para se sentar, a gente não necessita de mais nada, e anda por ali e acolá sem o direito ao repouso, ou sem a idéia de que assento só se faz com madeira e aço.
Eu descubro não saber ler nada, e a cada palavra unida à outra, tenho a construção de um mundo desconhecido, eu preciso não entender a semântica. Esse susto vai ser até depois de amanhã, porque já me disseram que o amanhã vem com o costume e com o vício de se conformar por achar que ainda se transita pelo novo.
Um colega me disse ser bela essa minha crise, e que tava apaixonado por ela. Vejamos... ele já passou por todas essas algumas. E deve viver do encanto que tem a arte de não se encantar.
Ele que me desculpe. Mas dá para chorar ainda por não saber como será, por desconhecer tantas opiniões vistas como certeiras, e por saber que mesmo sem querer, eu já estou predestinada ao não ser.
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