terça-feira, 6 de outubro de 2009

Contradição

esconder o celular mil vezes para não poder ligar, lembrar o número

uma vez e não esquecer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

vem, vem, vem

já pode parar que eu tô com medo, já pode dizer que eu tô com pressa, não pode esconder porque não tô em jogo, pode aparecer que eu tô em cena, não marca esse passo que não tenho ritmo, mas pode correr que tenho folego.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

e eu não tô de malas prontas, mesmo que a passagem esteja comprada.

emoção que fabrica dor

é culpa do coração, é o destino da veia que não percorre o corpo, é o suspiro que requer mais respiração, a água que não mata a sede.
é por mim, por ele, por nós, por todos nós que não somos todos, apesar de juntos,
é para quem tem medo, para quem vive na dúvida, para quem solta o verso e se esquece da rima.
é para quem talvez não veja, nem ouça, mas que apesar disso... não deixa de sentir.

domingo, 20 de setembro de 2009

quero algo que fale de mim sem me traduzir, sem me mostrar por inteira, quero que me entendam pela pele, pelo cheiro, porque eu não costumo mudar o perfume.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

no centro das diferenças nasce a culpa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

enfim...

Falei.
Porque de silêncio eu não morro!

sábado, 15 de agosto de 2009

_-_

Parece que a vida voltou a acontecer, e dessa vez não vou ser por engano.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

a verdade da mentira.

ouso omitir a fonte. é tudo sempre mentira. histórias que nos contam, tão carentes de desejo... eu não acredito em mais nada que possa chegar pelo lado oposto a mim. cansei desse fardo de ouvir por educação... vou desligar o telefone, vou cantar o caralho... mas não vou deixar você mentir. vou deixar a frase solta, leve, livre... ainda por acabar.
porque a finitude não é tão de repente quando a porta que se fecha, não pelo menos, por enquanto.

terça-feira, 14 de julho de 2009

...



eu quis ter asas, desejei freio, quis menor velocidade, que o dia fosse outro, que a hora parasse, que desse tempo.


eu quis você por mais 15 anos, pela vida que me resta.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

cinco minutos.



" tia lavínia, posso ligar para minha mãe? é que eu estou com uma saudade dela."


a palavra era saudade, o som era mais que de angústia, a face era de atenção espectadora... e a saudade era a mais linda que já vi,
porque a beleza sempre tem palco na sinceridade, e eu não pude desconfiar daqueles olhos sedentos de carinho, do melhor que existe, esse que só mãe sabe fabricar.

e pensei comigo, vendo-a articulando o encontro para o próximo dia...
tão pequena é já entende da saudade, ou essa falta que se sente é só uma maneira elegante e convencional da gente falar da corrida pela espera sentada?
vai saber...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A mão para fora.

Lembrei-me da minha infância, e eu até tinha me prometido não escrever sobre lembranças aqui, esse espaço é ( seria) mais racional, mas não aguento, e acabo por me permitir.
Chovia quase forte e era tarde, uma tarde não constumeira, porque aqui sempre chove cedo, a chuva só tarda quando é para não molhar, e sendo assim, quase nunca se dá ao tarbalho de vim, e eu nunca sei se chega, eita vida.
A mão dela tava para fora da janela, me deu uma inveja boa do vento entre os dedos, a umidade parecia fazer bem, ela sorria por me mostrar que eu me molharia pouco ao descer na próxima parada obrigatória. E eu fiquei feliz, mesmo querendo que chovesse mais e mais... é que em dias de chuva a próxima parada nunca é a mesma. E que não seja !

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A fim nal

Eu calei um mês e meio, ou mais, me tiraram a vontade de dizer, ou o modo da fala. E eu achava não ter nada além da surpresa, do espanto de não ser mais eu, de não ter mais eu, e desse eu ser assunto tão público quanto a constituição da minha própria fala.
Me tiraram o poder de correr o risco, de sair por aí sem saber a qual esquina seria a próxima parada.
Meu próximo cuidado será com as palavras, eu descobri um dia passado, que tudo que eu tinha pensado sobre elas se desfazem, porque a partir da conversa e do professor, o nada pode passar a ser tudo. E há o que jure não ser preciso cadeira para se sentar, a gente não necessita de mais nada, e anda por ali e acolá sem o direito ao repouso, ou sem a idéia de que assento só se faz com madeira e aço.
Eu descubro não saber ler nada, e a cada palavra unida à outra, tenho a construção de um mundo desconhecido, eu preciso não entender a semântica. Esse susto vai ser até depois de amanhã, porque já me disseram que o amanhã vem com o costume e com o vício de se conformar por achar que ainda se transita pelo novo.
Um colega me disse ser bela essa minha crise, e que tava apaixonado por ela. Vejamos... ele já passou por todas essas algumas. E deve viver do encanto que tem a arte de não se encantar.
Ele que me desculpe. Mas dá para chorar ainda por não saber como será, por desconhecer tantas opiniões vistas como certeiras, e por saber que mesmo sem querer, eu já estou predestinada ao não ser.