segunda-feira, 6 de julho de 2009

cinco minutos.



" tia lavínia, posso ligar para minha mãe? é que eu estou com uma saudade dela."


a palavra era saudade, o som era mais que de angústia, a face era de atenção espectadora... e a saudade era a mais linda que já vi,
porque a beleza sempre tem palco na sinceridade, e eu não pude desconfiar daqueles olhos sedentos de carinho, do melhor que existe, esse que só mãe sabe fabricar.

e pensei comigo, vendo-a articulando o encontro para o próximo dia...
tão pequena é já entende da saudade, ou essa falta que se sente é só uma maneira elegante e convencional da gente falar da corrida pela espera sentada?
vai saber...

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